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Insights P3K do ABERJE Trends 2025: futuro da Comunicação na Era da IA e das conexões autênticas

Insights P3K do ABERJE Trends 2025: futuro da Comunicação na Era da IA e das conexões autênticas

Edição destaca debates essenciais sobre liderança, reputação e engajamento em um cenário de transformações constantes

A P3K, sempre atenta às transformações e inovações no universo da comunicação, marcou presença na 9ª edição do ABERJE Trends, em 26 de junho de 2025, um evento que reuniu líderes e especialistas para debater a “Nova desordem mundial: comunicar em tempos de tensão”.

Com a missão de sempre trazer insights valiosos que impulsionam a conexão e o engajamento dentro das organizações, compartilhamos neste artigo um compilado das principais reflexões que permearam os painéis, com um olhar especial para o que impacta diretamente o dia a dia da Comunicação Interna. 

Comunicação, Identidade cultural e nova desordem mundial em tempos de Inteligência Artificial: com quais valores estamos programando o futuro?

A palestra de abertura do evento ficou por conta de Camila Achutti, e não poderia ter começado de forma mais provocativa. Sua fala não apenas abriu os trabalhos, como também pautou boa parte das reflexões e conversas que vieram ao longo do dia, especialmente por trazer à tona um tema cada vez mais urgente na comunicação contemporânea: a honestidade radical.

Para Camila, esse princípio deve ser um valor central para os profissionais e líderes que desejam construir um futuro mais ético e transparente — especialmente em tempos de inteligência artificial. Ela lançou um convite direto aos comunicadores: “Tirem todas essas máscaras. Assumam a vulnerabilidade, o desconhecimento. Sejam honestos radicalmente sobre onde usou, como usou, por que usou a IA.”

Em uma era marcada pela incerteza, ela argumenta que é justamente a verdade que pode nos conduzir ao futuro desejado. O estresse de omitir ou de mentir sobre o uso de tecnologias como a IA, segundo ela, ainda é recorrente: “Muita gente ainda tá nesse lugar, né, de ‘uso ou não uso’, ‘conto ou não conto’.”  Mas, para Camila, a clareza e a franqueza são os primeiros passos rumo a uma comunicação mais íntegra e sustentável no longo prazo.

“A verdade é o único caminho para programar um futuro que a gente realmente queira viver”, afirmou, destacando que esse é, na sua visão, o maior conselho que poderia dar a qualquer comunicador hoje.

Comunicação e gestão: o desafio dos CEOs em gerir empresas brasileiras em meio ao caos global

O painel com presidentes de grandes empresas reforçou perspectivas sobre a comunicação da alta liderança e sua influência no ambiente interno.

  • A Inteligência Artificial como extensão humana

Priscyla Laham, presidente da Microsoft Brasil, ressaltou que a IA deve ser vista como uma extensão da capacidade humana, não ocupar esse lugar. Isso porque um dos principais objetivos da IA é substituir processos repetitivos, gerando novos empregos e permitindo que as pessoas se concentrem em tarefas mais criativas e que geram mais valor. Para ela, a autenticidade na comunicação é chave para trazer os recursos e capital intelectual da empresa para o desenvolvimento do Brasil.

  • Coerência no propósito e na comunicação

Rogério Barreira, presidente da Divisão Brasil da Arcos Dorados, explicou a decisão de manter as políticas de Diversidade e Inclusão no Brasil, mesmo quando a matriz nos EUA recuou. Ele enfatizou que a D&I é parte fundamental do propósito da companhia e de sua estratégia, gerando identificação dos clientes e permitindo que os funcionários atuem com mais fluidez, sem precisar se provar constantemente. E a comunicação, nesse sentido, torna-se naturalmente coerente.

  • Líder como principal comunicador

Gustavo Werneck, CEO da Gerdau, definiu o sucesso da comunicação interna pela capacidade dos colaboradores de entenderem o contexto e a direção da empresa. Ele destacou que a liderança precisa assumir a responsabilidade pela comunicação, dedicando uma parte significativa de seu tempo a essa função. Nesse sentido, para Gustavo, o indicador final é se as pessoas têm o conhecimento e a informação necessários para tomar decisões diárias.

  • Transparência radical e escuta ativa

Já Emir Calluf Filho, presidente da BHP Brasil, reforçou a necessidade de uma comunicação simples, transparente e pontual, especialmente em momentos de crise. Ele enfatizou a importância de escutar ativamente todas as pessoas que fazem parte, direta ou indiretamente, das empresas, desde executivos até comunidades, para garantir que as mensagens cheguem e sejam compreendidas.

  • Comunicação clara para temas complexos

Jerome Cadier, CEO da Latam,  enfatizou o desafio de transmitir informações complexas em um cenário onde a atenção é fragmentada e ideias rasas podem facilmente “destruir qualquer argumento”. A solução é encontrar formas de ser “clara o suficiente” sem perder o engajamento da audiência, mesmo em assuntos que exigem mais tempo para serem compreendidos em sua profundidade.

Ambiente de trabalho e engajamento: a comunicação interna como estratégia de conexão e produtividade

O principal painel sobre Comunicação Interna alertou a importância de criar laços verdadeiros para impulsionar o engajamento.

  • Transparência e Humanização

Fernanda Valente Goivinho, gerente de Comunicação Corporativa e Media Relations da EuroChem Brasil, defende a argumentação verdadeira e transparente para gerar empatia e vulnerabilidade nas pessoas. Ela sugeriu que as empresas precisam tratar o colaborador como um ser humano em sua totalidade, não apenas como um “recurso de produtividade”, citando exemplos como a celebração do “melhor erro do mês” para desmistificar falhas e fortalecer a conexão.

  • Curadoria da informação e respeito ao tempo

Thiago Massari, líder de Comunicação Integrada da Bayer Brasil, falou sobre  curadoria da informação. “Os colaboradores já são bombardeados por conteúdos. Levar apenas o que é relevante demonstra que a empresa respeita o tempo do funcionário.” Ele também destacou a importância de saber “dizer não” para evitar a sobrecarga de informações, pois “quando tudo é importante, nada é importante”. Na linha do que já não é mais tendência, Thiago reforça que os comunicadores devem ser consultivos, questionando o “porquê” das demandas para identificar a real necessidade por trás de um pedido de comunicação.

  • Líderes empoderados na comunicação

Raphaela Borba, diretora sênior de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade da Neodent, também citou o papel crucial da liderança, ao enfatizar que ela é fundamental para a comunicação interna e não deve terceirizar essa função. Raphaela compartilhou iniciativas da Neodent, como o “Smile Talks” (um talk show com o CEO) e o “Grupo Focus” para a alta liderança, que visa capacitar e empoderar os líderes a serem os transmissores das mensagens e também a voz dos colaboradores para a alta direção. A criação de canais específicos, como o “Facilita Liderança” para a média gerência, com kits de comunicação diretos, ajuda a garantir que as mensagens cheguem e sejam compreendidas.

O painel ainda abriu caminhos para temas como Segurança psicológica, escuta ativa e a construção de um ambiente de confiança que priorize o bem-estar – temas tão essenciais para a saúde mental dos colaboradores. 

Ao falarem sobre mensuração de resultados, a humanização também entrou em pauta: para além dos dados e métricas digitais, a escuta ativa e o contato direto com os colaboradores – no “chão de fábrica” ou em conversas informais – são cruciais para “sentir a temperatura” e complementar a mensuração da efetividade da comunicação.

Outros painéis e reflexões 

  • O painel sobre Relações Governamentais na era da hesitação discutiu a complexidade da interação entre empresas e governo, ressaltando a importância do alinhamento estratégico e da transparência em um ambiente polarizado. 
  • Já o painel sobre Caos Climático e a COP30 trouxe a discussão sobre a comunicação de questões de sustentabilidade, enfatizando a necessidade de uma abordagem mais pragmática, conectando-a a benefícios econômicos e à construção de um legado. A complexidade e o tempo necessário para explicar tais assuntos foram destacados, reforçando o desafio da comunicação em temas não óbvios.
  • Mídia, influência e imprensa: como construir relações autênticas na era da IA e do excesso de informação abordou o interessante conceito do “paradoxo da visibilidade”: quanto mais se fala, mais se é ignorado, enfatizando a importância de filtrar a informação para que apenas o que é relevante chegue aos públicos, otimizando o tempo de todos. 
  • Em A morte da verdade: como a série “Adolescência” revelou ao mundo um abismo comunicacional entre gerações e subculturas digitais que também estão na sua empresa, Sheylli Caleffi, criadora de conteúdo digital, trouxe uma perspectiva sobre os desafios da comunicação em um mundo de “verdades delivery”, onde as pessoas escolhem o que acreditar sem se aprofundar. Ela destacou a existência de subculturas e comunidades online que influenciam percepções, tornando a comunicação mais complexa, inclusive no ambiente corporativo. Para ela, a segurança psicológica é o alicerce para que a autenticidade floresça no ambiente de trabalho.

O ABERJE Trends 2025 reforçou que a comunicação, seja ela interna, externa ou integrada, está cada vez mais no centro da estratégia das empresas. Em um mundo de constante transformação, a autenticidade, a humanização, a escuta ativa, o cuidado com o excesso de informação e o desenvolvimento de líderes comunicadores são pilares para construir conexões verdadeiras e duradouras, agora também com o apoio da IA. 

A P3K segue acompanhando de perto essas pautas, comprometida em aplicar e disseminar as melhores práticas para que a comunicação interna seja cada vez mais estratégica e um combustível de engajamento e resultados para os nossos clientes.

Continuamos firmes desafiando os limites da comunicação.

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