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Insights P3K do 28º Congresso Mega Brasil: O futuro da Comunicação entre tecnologia, negócios e o fator humano

Insights P3K do 28º Congresso Mega Brasil: O futuro da Comunicação entre tecnologia, negócios e o fator humano

A P3K, mais uma vez, marcou presença como apoiadora em um dos eventos mais prestigiados do setor: o 28º Congresso Mega Brasil de Comunicação, Inovação e Estratégias Corporativas. O evento, que aconteceu nos dias 28 e 29 de agosto na Unibes Cultural, reuniu grandes nomes da comunicação e da tecnologia para debater as transformações que moldam o cenário atual.

Elizeo Karkoski, diretor executivo da P3K, teve o privilégio de mediar o painel sobre “Comunicação Interna e IA”, tema central para o futuro das organizações e uma área em que a P3K está cada vez mais atenta.

Neste artigo, confira os principais insights que permearam os painéis e que contribuíram para reflexões sobre o universo da comunicação corporativa na era da Inteligência Artificial e das conexões autênticas.

Comunicação Interna e IA: O impacto no bem-estar, na produtividade e segurança corporativa

O painel abordou a interseção crucial entre a Inteligência Artificial e a vida nas organizações. Elizeo Karkoski abriu a conversa destacando como a IA pode impulsionar a produtividade, mas também como se relaciona com o bem-estar e o clima organizacional. Ele citou uma pesquisa do Happiness Research Institute, que revelou que usuários frequentes de IA relatam 34% mais satisfação no trabalho. Além disso, 78% alcançam suas metas e 70% enxergam mais oportunidades de crescimento.

A partir dessa introdução, especialistas de grandes empresas trouxeram suas experiências:

Érica Romay Flores: A gerente de comunicação interna do Google ressaltou a importância da segurança da informação, alertando para o risco de usar ferramentas gratuitas com dados confidenciais. Ela apresentou o Notebook LM do Google como uma alternativa segura. Érica também deu dicas sobre como elaborar prompts eficazes para a IA, sugerindo que se atribua um papel à IA e se definam claramente os objetivos, público, estilo e formato desejado. Para ela, a IA “mudou tudo” e o segredo é explorar sem medo, mas com cautela.

Alexandre Nobeschi: O Superintendente de Comunicação e Conteúdo na B3 reiterou que a IA não é uma “fumaça passageira”, como o metaverso. Ele contou que a B3 criou um comitê de excelência em IA e desenvolveu o B3 GPT, uma ferramenta interna que já registra 90 mil interações de funcionários e serve como barreira de segurança. Um case de destaque foi o programa “Minuto B3 e IA”, que automatizou a produção de um boletim diário de mercado, reduzindo o tempo de produção em 90% e o custo em 70%, liberando a equipe para tarefas mais estratégicas

Viviane Mansi: A executiva de comunicação da Diageo compartilhou a preocupação da empresa com a segurança da informação, que resultou na criação do Diageo GPT para uso interno. A ferramenta, embora limitada ao conteúdo interno, facilitou a pesquisa de políticas e a tradução de comunicados, liberando tempo da equipe. Viviane também destacou o desafio do letramento digital, pois a tecnologia avança mais rápido do que a capacidade de aprendizado das pessoas, e a necessidade de refletir sobre como usar o tempo livre proporcionado pela IA.

Do ESG à Saúde Mental: Temas interligados à Comunicação Interna

Integrando Negócios e Reputação: A Força de ESG e DE&I

O painel sobre “Estratégias ligadas ao negócio – Um olho na Reputação, outro nos Negócios” discutiu como garantir avanços nas agendas de DE&I e ESG diante dos novos cenários sociais e econômicos.

A Intel vê o ESG não como uma área adicional, mas como “a maneira como a empresa trabalha”. A estratégia ESG da empresa se baseia em quatro pilares: Tecnologia Responsável, Inclusão, Sustentabilidade e Parceria. Em DE&I, a empresa busca a “full representation” de sua força de trabalho, que reflita a população dos países onde atua e exige treinamentos anuais obrigatórios sobre liderança inclusiva para todos os gestores

O diretor da EMS, Alexandre Gandur, enfatizou que a agenda ESG é “central para o futuro da empresa” e está enraizada na cultura de seu fundador. Ele ressaltou ainda que a liderança é o “espelho da cultura organizacional” para esse tema. Entre suas iniciativas ambientais, destaca-se o reaproveitamento de água no processo produtivo (sendo um case na indústria farmacêutica). Em DE&I, a EMS mantém programas de aprendizes e escolas para formação de operadores e cientistas, além de programas de trainees e summer jobs, monitorando a diversidade de gênero. 

A Comunicação em transição: O fim das fronteiras interna e externa

No painel sobre “Comunicação em transição”, especialistas debateram como a área tem se tornado um motor de crescimento para as empresas.

A Vivo integrou suas equipes de comunicação interna e externa, partindo da premissa de que “tudo é comunicação”. A empresa valoriza a “voz interna para fora”, transformando colaboradores em “creators” e líderes em comunicadores.

Já na Diageo, a Head de Comunicação destacou a importância de uma cultura de agilidade e velocidade, colocando o consumidor consciente no centro. Para ela, a comunicação corporativa é essencial para o alinhamento interno e para dominar narrativas externas, preparando líderes para interações desafiadoras.

Na Prospectiva, o foco tem sido nas relações governamentais, que se tornaram um ativo estratégico central, e a necessidade de criar narrativas customizadas e inteligíveis para engajar o público e os tomadores de decisão.

O bem-estar em foco: Saúde mental e segurança psicológica

A conversa sobre “Saúde Mental e Segurança Psicológica no Ambiente de Trabalho” destacou a importância de um ambiente seguro para os colaboradores.

Durante o painel, a  jurista Patrícia Medeiros, aprofundou-se na segurança psicológica, definindo-a como a capacidade do colaborador de ser quem realmente é em seu ambiente de trabalho. Isso significa ter suas opiniões respeitadas e acesso a recursos, sentindo-se “emocionalmente inteiro” ao final do dia.

Andreia Vitoriano, Diretora de Pessoas e Cultura do Aché apresentou o programa “Estar Bem Aché”, uma iniciativa para a saúde física, emocional e mental dos colaboradores. Ela ressaltou que a liderança deve ser o “espelho da cultura organizacional” e atuar com vulnerabilidade e transparência. 

A comunicação interna transparente, inclusive, foi apontada como um fator chave para o bem-estar organizacional.

Outros destaques relevantes para a comunicação contemporânea:

  • COP30 e o engajamento empresarial: ressaltou o papel transformador da comunicação na agenda de sustentabilidade e clima. Especialistas de empresas como Einstein, Vale e Itaú defenderam uma comunicação proativa, transparente e customizada.
  • Policrises e Comunicação de Risco: discutiu como a comunicação moderna exige adaptabilidade, profunda compreensão dos contextos e um compromisso com a verdade para moldar a percepção pública.
  • Equilíbrio em um ambiente de Transformação Digital: reforçou o papel da comunicação no equilíbrio entre assessoria de imprensa, influenciadores e redes sociais e que a abordagem estratégica deve ser centrada no ser humano. A escuta ativa, a autenticidade e a agilidade são essenciais para construir reputação e engajamento a longo prazo.
  • O protagonismo do digital – Do planejamento à viralização: destacou a abordagem “Social First”, que exige escuta ativa, autenticidade e uma profunda compreensão da cultura e dos valores da marca e da audiência.

A comunicação como ativo estratégico em um cenário global complexo

A 28ª edição do Congresso Mega Brasil promoveu, ainda, dois debates aprofundados sobre os desafios globais, como a fragmentação social, o aumento das fake news e a crescente influência da Inteligência Artificial. Esses temas, discutidos no Fórum do Pensamento e na Arena da Inovação, reforçaram que a reputação das empresas pode ser abalada rapidamente por um único clique ou post.

Diante desse cenário, a comunicação corporativa se fortalece cada vez mais como um ativo estratégico central para:

  • Gerenciar a reputação e construir narrativas coerentes.
  • Engajar stakeholders e influenciar políticas públicas.
  • Utilizar a criatividade latino-americana para desenvolver soluções tecnológicas próprias, como a IA.
  • Garantir a transparência e a escuta ativa para lidar com a velocidade da informação e as múltiplas crises.

A Comunicação Interna como pilar estratégico

A cobertura do 28º Congresso Mega Brasil reforça a convicção da P3K de que a Comunicação Interna, impulsionada pela Inteligência Artificial, mas principalmente pela humanização, é um pilar estratégico e transformador para as organizações. 

Durante o evento, foi possível perceber como a comunicação interna desempenha um papel indispensável, integrando comunicação, tecnologia e a compreensão das nuances sociais para não apenas reagir, mas também antecipar, moldar e liderar as narrativas que definirão o futuro das marcas e da sociedade.

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