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Branded content, endobranding e arquétipos: da ideia à prática

Branded content, endobranding e arquétipos: da ideia à prática

Branded content, endobranding e arquétipos: da ideia à prática

Nos tempos atuais, destacar-se no mercado é um desafio cada vez mais difícil. Por isso, é indispensável que as corporações conheçam e apliquem ferramentas capazes de atrair o público externo de maneira autêntica e criativa. Ademais, uma ideia que deve estar presente na mente dos gestores é a de que o público interno também é fundamental para que o sucesso da corporação aconteça.

Consequentemente, foram criadas ferramentas direcionadas ao público externo e interno que, quando integradas, podem gerar maior confiança, engajamento e comprometimento das partes envolvidas. Para isso temos o branded content, o endobranding e os arquétipos, que são estratégias incríveis capazes de criar conexão e transmitir valor ao público-alvo.

Se você ainda não ouviu falar sobre essas técnicas, fique tranquilo: neste artigo vamos expor a definição e a aplicação de cada uma. E se você já ouviu falar, então aproveite para aprofundar seus conhecimentos e renovar suas ações. Ficou curioso? Siga a leitura desta postagem e confira!

O que é branded content?

O branded content em sua tradução para o português significa conteúdo de marca e, como o próprio nome diz, refere-se à elaboração de um conteúdo que está relacionado a uma marca e precisa ter importância, qualidade e significado para os indivíduos que são alvo desse produto ou serviço.

A proposta da ferramenta é elaborar a divulgação de uma marca de maneira mais autêntica. Logo, em vez de fazer a disseminação do conteúdo com anúncios, panfletos e demais conteúdos que não prendem muito a atenção do consumidor e nem geram tanta identificação, o brandend content passa a interligar a marca com informação ou diversão, coisas que têm significado e valor para o público.

Além desses benefícios, esse método de atrair os clientes pode ser difundido em diversos canais de comunicação, como as plataformas virtuais, aplicativos, tecnologia móvel e demais ferramentas de contato existentes.

Qual a importância do branded content?

O branded content é importante porque faz com que a corporação estabeleça uma relação de maior confiança e proximidade com os clientes — afinal, oferece maiores informações e vantagens aos consumidores e transmite a ideia de que valoriza e considera as necessidades e desejos de seu público. Isso faz com que a empresa consiga difundir melhor sua marca e se tornar mais valorizada no mercado.

Outro ponto positivo dessa ferramenta é que pode ser utilizada em plataformas virtuais com divulgações na rede e, como o consumo de conteúdos cibernéticos e as compras online estão se multiplicando, rapidamente a organização consegue expandir seu nome para indivíduos de todas as partes do mundo.

Além disso, também é relevante pois cria identidade e autenticidade para a corporação, fazendo com que esta conquiste certo grau de exclusividade no mercado e seja capaz de atuar justamente nos focos de carência de seus consumidores, conquistando sua fidelidade e consideração.

O branded content ainda consegue conquistar os profissionais atuantes na corporação quando atrelado ao endobranding, por exemplo, que é o que vamos expor no próximo tópico.

Como produzir branded content ligado ao endobranding?

O endobranding é uma estratégia para fazer com que os colaboradores da corporação compreendam a ideia de sua marca e incorporem isso ao dia a dia, fazendo com que seja assimilada em sua mente e em seus comportamentos. Dessa forma, o público interno passa a se sentir pertencente e integrado à organização e atua com mais motivação e confiança.

Fazer com que o branded content esteja ligado ao endobranding é uma maneira muito inteligente de atuar, de modo que os profissionais valorizem a marca e ampliem seu engajamento e resultados. Para isso, é fundamental que os princípios de autenticidade e a consideração pelos desejos e necessidades do público interno sejam levados em conta.

A empresa deve deixar claro que atua em benefício de todos e que o crescimento de sua marca contribui para o bem-estar de seu pessoal, fazendo com que expandam seus conhecimentos, melhorem seu repertório profissional e sejam considerados parte fundamental na ascensão individual e corporativa.

Dessa forma, é recomendável que a Comunicação Interna passe a ofertar cursos, palestras e exposição dos benefícios e treinamentos a fim de fazer as pessoas conhecerem profundamente as ideias da empresa e o impacto positivo que geram na vida de cada um.

Além disso, é interessante fazer uso de arquétipos para atrair a identificação do público interno. Nos tópicos seguintes vamos definir o que são eles e de qual maneira podem impactar no bem-estar de cada indivíduo em relação à empresa.

Como a relevância impacta no resultado do endobranding?

O branded content impacta no endobranding de forma relevante porque acrescenta estratégias de atração e consideração do público interno, ou seja, a identidade corporativa e sua autoridade são consolidadas.

Com isso, a cultura da corporação fica mais forte e melhor definida com os profissionais que passam a atuar com mais comprometimento. O clima organizacional também melhora, afinal, quando o colaborador se sente reconhecido, acaba encarando o negócio como sua propriedade.

Dessa forma, os profissionais, além de serem contemplados com maior conhecimento sobre a empresa, passam a notar que esta os considera parte integrante do sucesso e investe na promoção de ações que transmitem mais segurança.

Afinal, o que são arquétipos?

O conceito de arquétipo surgiu com o psiquiatra Carl Gustav Jung em 1919 e significa o início de uma ideia. Segundo o autor, é uma combinação de imagens que estão presentes em todos os lugares e em todo o tempo, passando de geração em geração, embutidas no inconsciente coletivo.

Relevar a ideia de inconsciente coletivo é extremamente importante para criar um branded content eficiente, porque independentemente da criação e da cultura na qual o indivíduo está inserido, existem combinações de imagens no inconsciente, que de certa forma conduzem aos desejos de cada ser.

Um exemplo de arquétipo é o do herói, que independentemente do local onde está inserido, tem essa postura valente, que tende a ser positiva, gerar encantamento e até mesmo ter a ânsia de vir a ser protagonista de tal arquétipo.

Outro arquétipo que também é muito difundido no cotidiano é o do fora da lei, capaz de quebrar as regras, conquistar a liberdade e gerar uma revolução. Cada arquétipo conquista um desejo interno de um ser, bastando combinar o que está sendo ofertado com o objeto de desejo para que o produto ou o serviço despertem uma sensação de necessidade.

Logo, a Comunicação Interna deve promover eventos corporativos que introduzam esses arquétipos de modo a tornar as ações objeto de desejo de seu público-alvo.

Quais são os tipos de arquétipos?

Para que a corporação consiga trabalhar com os arquétipos é fundamental que tenha ciência sobre todos os tipos existentes. Além disso, a empresa precisa compreender qual corresponde ao que ela está ofertando, para que seja aplicado corretamente.

Nos próximos tópicos, vamos expor diferentes tipos de arquétipos e com qual tipo de produto ou serviço são compatíveis. Já em relação aos profissionais, podem ser utilizados com abrangência abordando as necessidades da corporação e o posicionamento que se espera do colaborador.

Herói

O herói é o arquétipo que define um perfil comportamental proativo para o qual tudo é possível e qualquer desafio pode ser superado. É ideal para divulgar marcas que querem incentivar o público a superar seus limites e conhecer o novo — que têm como objetivo encorajá-lo a ter uma ação incomum ou que necessite de um esforço maior.

Já para os profissionais, esse arquétipo pode ser usado em um momento de crise ou de migração de sistemas, no qual vão precisar agir como verdadeiros heróis para fazer com que a corporação e eles próprios tenham sucesso e continuem competitivos e produtivos.

O herói é corajoso, criativo e dinâmico e sempre busca agir de forma destemida para mostrar seu potencial e valor. Ele tem o objetivo de oferecer desafios que estejam relacionados a habilidades e competências. Expandindo essa ideia, é possível encorajar o público a desafiar seus limites e se permitir ousar.

Fora da lei

O fora da lei é um arquétipo que define um perfil comportamental autêntico e pouco convencional, que busca expor uma ideia de liberdade, revolução e surpresa. É ideal para conquistar públicos que gostam de inovar e para expor um produto, serviço ou ideia inovadores, que estão pouco difundidos no cotidiano dos indivíduos.

Dessa forma, torna-se possível encorajar o público a experimentar algo novo que está sendo proposto e traz à tona uma atmosfera de novidade. Isso faz com que as pessoas se sintam engajadas, mais propensas a ter novas experiências e a expandir suas possibilidades — afinal, é isso que o fora da lei faz.

Outra característica desse arquétipo é pensar fora da caixa e tomar ações imprevisíveis, que não são fáceis de serem previstas com uma análise breve. Com essa ideia, desenvolve-se o pensamento de que as regras podem ser quebradas para testar até onde se pode chegar.

Mago

O arquétipo do mago transmite a imagem de que tudo é possível, sendo ideal para difundir conceitos de cura ou grandes mudanças. O mago representa o ser que tem habilidades de realizar ações mágicas e improváveis por meio da religiosidade, da ciência e da tecnologia e proporciona situações que expandem a mente e desafiam a ideia de impossível.

Pensar no arquétipo do mago é pensar também em ultrapassar barreiras e conquistar o que foi dito improvável. Isso é muito interessante, porque encoraja as pessoas a ter experiências que nunca tiveram e a crer em alterações radicais das situações.

Com essa estratégia é possível conquistar clientes que estejam querendo resolver questões muito complexas ou ter experiências que gerem uma ampliação de consciência. Um exemplo de corporação que usou esse arquétipo é a Absolut Vodka, que trabalha justamente com um produto que tem a capacidade de gerar novas experiências psíquicas.

Cara comum

O arquétipo do cara comum faz referência ao lema de que todos os seres foram criados de forma igual e têm os mesmos direitos e deveres. Logo, é recomendável utilizá-lo para difundir uma marca que objetiva se tornar comum, sem posições ideológicas fortes, que possam gerar discordância ou preferência por uma ideia específica.

Dessa forma, transmite a sensação de que é uma marca comum a todos, ou seja, é acessível e relevante para todo mundo. Pode ser considerada também uma ideia de unicidade, que faz com que as pessoas estejam em comunhão. As propagandas da Coca-Cola, por exemplo, expõem muito bem essa ideia de cara comum, na qual as pessoas se unem ao redor da mesa e se relacionam de maneira branda e amistosa.

Bobo da corte

O bobo da corte é conhecido como o indivíduo que divertia o rei, fazendo-o se sentir bem e descontraído — e esse arquétipo se mantém. Logo, é ideal para promover produtos ou serviços destinados à diversão e descontração de seu público, passando uma imagem de pouca seriedade e mais casualidade.

Empresas que promovem eventos, por exemplo, poderiam usar esse arquétipo como estratégia para atrair seu pessoal. Afinal, vai encorajar as pessoas a apreciarem momentos de prazer e leveza, característicos do indivíduo brincalhão e ativo que é o bobo da corte.

Amante

O arquétipo do amante apresenta a ideia de beleza, glamour, culto ao físico e ao sensual. Essa ideia deve ser usada para difundir marcas que objetivam promover o belo e fornecer um serviço que auxilie as pessoas a se sentirem melhores consigo mesmas e com sua aparência. A Boticário e a Chanel são exemplos de corporações que seguem esse ramo.

Dessa forma, o branded content deve ser realizado a fim de promover uma sensação de amor próprio, de romance e de sensualidade. É o que podemos notar nas propagandas de perfume, sempre apresentando imagens sutis, cores quentes e a interação romântica entre as pessoas, insinuando uma atração física.

Prestativo

O prestativo é o arquétipo que faz referência a uma identidade altruísta e empática, que visa a sempre ajudar o outro a resolver algum conflito ou a conquistar algum objetivo. É direcionado a corporações que prestam serviços com foco nos cuidados com o próximo, mostrando que se preocupam com os indivíduos. Dessa forma, o público-alvo se sentirá seguro e verá coerência entre o que a empresa oferece e o que está passando como mensagem atrativa para as pessoas.

Além disso, esse arquétipo promove a ideia de bondade e generosidade. Ativando no indivíduo a ideia de humanidade e de caridade, o prestativo também tende a agradar o próximo e a não medir esforços para conseguir fornecer apoio concreto ou de natureza emocional para facilitar as vivências das pessoas.

Governante

O arquétipo do governante faz referência ao poder, ao controle, à responsabilidade e à organização. Logo, deve ser utilizado para expor produtos ou serviços que auxiliem os clientes a ter um maior controle de suas tarefas e a gerar organização e segurança. Com isso, deve-se mostrar que o indivíduo tem poder sobre a própria vida.

Além disso, o governante é aquele que toma decisões importantes para que os planos deem certo e as estratégias sejam postas em prática com coerência e objetividade. Transmitir esse conceito é muito favorável para estimular os clientes a contratarem os produtos ou serviços para o benefício próprio, porque eles enxergam relevância para o próprio cotidiano.

Criador

O criador gera a ideia de que tudo pode ser criado e é envolto em criatividade. Ele transmite o pensamento de que tudo o que pode ser imaginado também pode ser confeccionado na realidade, ou seja, nenhum pensamento é impossível de ser construído na prática. O criador não mede esforços para dar luz ao novo e não desiste até ser capaz de colocar suas ideias em prática.

Esse arquétipo é direcionado a corporações que têm como objetivo fazer com que os clientes vivam a experiência de produzir e expressar seu potencial criativo nas atividades que vão exercer dentro da empresa. É ideal para promover parques de diversão, por exemplo.

Explorador

O explorador é aquele que deseja fugir do comum e da rotina, que busca ter experiências novas e ampliar seus conhecimentos. Esse arquétipo leva a ideia de inquietação e independência e é ideal para produtos e serviços que promovem experiências singulares.

Um exemplo de serviço que pode utilizá-lo é o que está relacionado a esportes radicais, tais como salto de paraquedas, escalada de montanhas e afins, que geram novas experiências. Agências de viagens também podem transmitir essa ideia do explorador, na qual o cliente poderá conhecer novos lugares e novas culturas.

Sábio

Por fim, mas não menos importante, o arquétipo do sábio se relaciona a uma personalidade que busca conteúdos para ampliar o intelecto, o autoconhecimento, o raciocínio e a criatividade e, por meio disso, alcançar a felicidade. É recomendado para expor marcas como o The New York Times, que transmite informações com o objetivo de gerar novos saberes e informações.

Além disso, o arquétipo do sábio pode ser usado em todas as organizações que promovem a cultura. Pode ser aproveitado, por exemplo, em cinemas, em livrarias, em universidades e em diversos ambientes que ajudam a expandir a capacidade intelectual dos indivíduos.

Como se comunicar usando arquétipos?

É preciso, acima de tudo, saber qual é o direcionamento do produto ou serviço para se comunicar usando arquétipos e, além disso, deve-se considerar o que a empresa quer gerar com seu uso. Podemos lembrar das propagandas de lojas de esporte, que encorajam novas experiências, utilizando o lema do explorador. Podemos citar também as marcas de cerveja que citam o lema do cara comum.

No arquétipo do amante, por exemplo, podemos citar as empresas que trabalham com joias, maquiagens e perfumes, sempre direcionando suas ideias à sedução, beleza e atração física. O objetivo é utilizar um arquétipo para informar, de maneira lúdica, a proposta da corporação ao oferecer o produto e serviço em questão.

Dessa forma, o público-alvo verá valor prático em consumir o que está sendo ofertado e passará a ver isso como uma necessidade, desejando cada vez mais ter acesso ao produto ou serviço. Essa é a ideia de criação do branded content: criar divulgações autênticas trabalhando em cima do inconsciente coletivo.

Dentro das organizações o branded content pode utilizar arquétipos como estratégias para o endobranding, incentivando o colaborador a tomar uma postura de herói, por exemplo, para atingir metas mais desafiadoras.

Além disso, pode também promover uma ideia de criador, para incentivar os profissionais a pensar em novas soluções e, ainda, inserir o explorador, para mobilizar o público interno em ações direcionadas à descoberta de outras possíveis estratégias.

O objetivo é fazer com que o destinatário dessas ações se sinta bem consigo mesmo ao se colocar como protagonista daquele arquétipo, vendo a organização como uma fonte realizadora de desejos e promotora de sucesso pessoal e profissional, no caso dos colaboradores.

Qual é a relação do endobranding com o branded content?

Entre as vantagens do endobranding para o branded content destacamos que, ao fazer com que o colaborador valorize a marca da corporação, o relacionamento entre o público interno e o público externo é aprimorado e os profissionais passam a atuar com maior comprometimento, o que também se torna parte da autenticidade da organização.

Além disso, os colaboradores terão um conhecimento maior para passar informações com mais precisão e objetividade para os clientes. Dessa forma, além da identidade visual do negócio ser autêntica e de seu direcionamento ser focado em fornecer benefícios e conteúdos de valor, as pessoas que atuam nele também devem estar alinhadas com esse objetivo, garantido que os consumidores tenham ótimas experiências.

Como vimos, o branded content junto ao endobranding e à utilização dos arquétipos faz com que tanto o público interno quanto o público externo sejam atraídos de maneira inovadora e inteligente. Com essas estratégias, ambos se sentem os protagonistas da corporação e se movimentam objetivando garantir o sucesso daquele estabelecimento que gera tanto valor para o cotidiano dos indivíduos. A empresa que faz uso dessas ferramentas é capaz de multiplicar seus resultados e se tornar mais competitiva no mercado de trabalho.

E então, gostou do nosso artigo? Você já usa as ferramentas de branded content para atrair seu público-alvo? Que tal receber mais artigos como esse? Assine a nossa newsletter e receba novos conteúdos, diretamente em sua caixa de entrada!